Travessia dos Lençóis Maranhenses: muito além das lagoas e dunas
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Um relato sobre meus cinco dias de trekking pelos Lençóis Maranhenses, com dicas sobre a travessia e conversas importantes.
Foram mais de 50 km em cinco dias de caminhada pelas dunas, com paradas em lagoas transparentes e tranquilas, noites em redários na casa de moradores nativos, refeições deliciosas e boa companhia. Hoje já nem lembro mais das panturrilhas doendo, dos roncos no redário, da caminhada no mormaço, mas sim dos mergulhos refrescantes, sorrisos compartilhados, nasceres e pores do sol. Essa foi uma das travessias pelas quais eu mais esperei. E superou as expectativas.
Agora que você já sabe como chegar, qual a melhor época para conhecer e o que fazer nos Lençóis Maranhenses, venho trazer um pouco da minha experiência na travessia a pé pelo parque nacional. A viagem aconteceu na primeira semana de junho de 2026, semana de feriado, o que contribuiu para uma lotação um pouco maior durante a travessia. Éramos um grupo pequeno (eu, Lu, Bia e Fernando) e o nosso querido guia Vitinho. Bora saber um pouco mais dessa aventura?
Você encontrará neste post:




Disclaimer: Essa viagem ocorreu em junho de 2026 e fizemos o Trekking pelos pelos Lençóis Maranhenses a convite da Enjoy Maranhão. Gostaria de assegurar que todas as opiniões expressas aqui são inteiramente minhas e refletem genuinamente minha experiência pessoal.
O que é a travessia dos Lençóis Maranhenses
Um trekking diferente de todos, sem botas ou grandes casacos, mas com meias, muita areia e algumas travessias com água até a cintura. Nessa caminhada nada convencional, você atravessa o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses de norte a sul. São cerca de 50 km entre dunas, restingas, rios e lagoas cristalinas, dormindo em redários e fazendo refeições deliciosas oferecidas pelos moradores nativos que abrem suas portas para receber os caminhantes.
Os roteiros mudam conforme a cidade de saída, o número de dias, as comunidades visitadas e até os restaurantes escolhidos em cada comunidade para as refeições e pernoite. Com tantas combinações possíveis, cada experiência acaba sendo única.
“A dica mais certeira é não se apegar aos roteiros, paradas ou lagoas mais conhecidas: todos passam por comunidades locais acolhedoras e paisagens incríveis. E sabe o que mais? As mais belas lagoas não tem nome, então não adianta querer ter o roteiro na palma da mão. Fui aprender isso quando já estava lá”.
Jade Knorre – Redatora do Live More, Travel More

Foto: Jade Knorre
De onde sai o trekking dos Lençóis Maranhenses?
A travessia pode começar em diferentes pontos, mas fazer o percurso de norte a sul costuma ser a mais confortável. Assim, você caminha grande parte do tempo com o sol nas costas, o vento a favor e acompanha o formato das dunas, sem precisar encarar tantas subidas íngremes de areia. Ainda assim, há quem prefira fazer o caminho inverso, de sul para norte, saindo de Santo Amaro em direção a Atins.
- Rota tradicional a partir de Barreirinhas: o roteiro mais clássico parte de lancha pelo Rio Preguiças, em um passeio delicioso com paradas em comunidades ao longo do caminho, até chegar em Atins. De Atins são cerca de 25 km de jardineira pelas dunas até o Morro da Bandeira, de onde começa o trekking de fato.
- Rota alternativa a partir de Barreirinhas: começa na Lagoa Bonita, seguindo um trajeto um pouco diferente do tradicional, passando por comunidades mais próximas às bordas dos Lençóis Maranheses.
- A partir de Atins: basta contratar com a operadora para começar direto no vilarejo.
- A partir de Santo Amaro do Maranhão: caminhada inversa, mais desafiadora.
São quantos dias de caminhada?
É possível escolher entre três, quatro, cinco ou mais dias de caminhada pelo parque. O mais clássico é o de cinco dias. Os de oito ou mais dias têm esse mesmo roteiro inicial, porém seguem até Travosa, bem na pontinha do parque.
Eu fiz o trajeto de 5 dias e 4 noites. O grupo saiu de Barreirinhas para o passeio de lancha pelo Rio Preguiças, e me buscou de 4×4 em Atins, pois eu já estava no vilarejo. Me juntei a eles para o trecho de carro pelas dunas até Morro da Bandeira, de onde começamos o trekking. Aqui você consegue visualizar o roteiro e as distâncias aproximadas:

Quantos km se anda por dia?
A distância varia conforme o caminho escolhido pelo guia. Como as lagoas vão mudando ao longo da temporada, o trajeto também pode mudar. Em alguns dias a caminhada é mais curta; em outros, mais longa. Na nossa travessia, segundo o relógio de uma das amigas de trilha, o menor percurso foi de cerca de 8 km, e o maior, de 14,5 km.
- Dia 1: Morro da Bandeira > 8 km > Baixa Grande (Casa da dona Loza)
- Dia 2: Baixa Grande > 8,5 km > Queimada dos Britos (Casa da dona Joana)
- Dia 3: Queimada dos Britos > 14,5 km > Rancharia (Rancho dos Lençóis)
- Dia 4: Rancharia > 14 km > Betânia (Rancho Carimbó)
- Dia 5: Betânia > 11 km > Santo Amaro do Maranhão
Qual a melhor época para fazer a travessia?
A melhor época para fazer a travessia dos Lençóis Maranhenses vai de junho a agosto, quando as lagoas costumam estar cheias. Junho é mais tranquilo, mas há maior chance de chuviscos e de amanheceres e entardeceres encobertos (fotos 1 e 2), pois é final da época de chuvas. Por outro lado, caminhar sem sol forte na cabeça o tempo todo pode ser uma vantagem, assim como evitar os ventos intensos de julho e agosto que trazem aquela areia cortante nas canelas e que entra em todos canto possíveis. O mês também coincide com o São João maranhense e, dependendo da programação da comunidade, quem passa pelo povoado de Betânia pode ser presenteado com uma apresentação do Boi da Betânia, grupo local de bumba meu boi que canta suas próprias toadas (foto 3). Julho e agosto são meses de alta temporada, com mais grupos nas trilhas. Ainda assim, as lagoas estão no auge, e os guias costumam distribuir os roteiros entre diferentes pontos, evitando encontros de grandes grupos.



Quanto custa a travessia dos Lençóis Maranhenses?
As buscas aumentaram muito nos últimos anos, assim como a oferta de travessias. Os preços variam de acordo com a quantidade de dias, número de pessoas, época e antecedência da reserva. É possível encontrar guias independentes que fazem esse passeio, buscar grupos específicos que organizam expedições ou ainda fechar com operadoras e agências de turismo. Quem organizou o nosso trekking foi a Enjoy Maranhão, que nos ofereceu todo o apoio antes, durante e depois da caminhada. Com a Enjoy, a travessia dos Lençóis Maranhenses custa a partir de R$ 3.200*.

Dica da raposa
- Antes de contratar a travessia, pesquise bem os operadores de turismo ou agência responsável. Confira o site, as redes sociais, avaliações de outros viajantes e o tempo de atuação da empresa. Infelizmente, há relatos de condutores de turismo despreparados ou que terceirizam grupos. Como a travessia acontece em uma área remota de um parque nacional, escolher uma operadora séria é uma questão de segurança. Sempre que possível, dê preferência a empresas comprometidas com o turismo de base comunitária, a sustentabilidade e o respeito às comunidades locais.

Como é um dia na travessia
A rotina diária costuma ser bem parecida: acordamos cedo, antes do sol nascer, tomamos um bom café da manhã e partimos pras dunas para aproveitar o “sol mais frio”, como dizem aqui no Maranhão. E já começam as caminhadas em lagos duvidosos iluminados apenas pela lanterna de cabeça, dunas imensas, travessias de rio com água na altura do quadril, vista panorâmica de lagoas azuis ou verdes e muitos mergulhos refrescantes. Às 7h30 da manhã parece que já passou uma vida, pois já caminhamos muito, o sol já está muito forte e já mergulhamos em pelo menos uma lagoa espetacular. Antes de chegar na hospedagem, há pelo menos duas pausas pra banho.
A chegada nas localidades costuma ser por volta das 11h. Escolhemos uma rede, lavamos as roupas e o almoço é servido. Aliás, geralmente se escolhe o almoço ou jantar na refeição anterior. Você define a proteína (há opções veganas em alguns restaurantes, mas, de qualquer forma, sempre tem feijão e arroz), e os acompanhamentos são os clássicos de um prato feito: arroz, feijão, macarrão, farofa e salada. Cada casa tem seu tempero – delicioso, por sinal. A soneca depois do almoço é avassaladora.
Saímos novamente por volta das 16h, caminhamos um pouco mais, tomamos banho em outras lagoas e escolhemos um ponto alto para apreciar o pôr do sol. Na volta, banho, jantar e pernas pra cima na rede.
Onde se dorme durante a travessia dos Lençóis Maranhenses?
Desde o momento em que chegamos, somos recebidos pela pessoa responsável que nos mostra o espaço, o refeitório e onde vamos passar a noite. Isso é muito bacana, pois conhecemos quem está organizando tudo e nos recebendo na sua casa.
Geralmente as hospedagens têm mais de um redário, mas a quantidade de redes em cada espaço varia muito. No oásis da Queimada dos Britos, por exemplo, tivemos um redário exclusivo pro nosso mini grupo e foi ótimo. Alguns lugares também têm quartos para alugar, basta chegar da caminhada e perguntar se tem, ou pedir pro guia antecipar a reserva. No Rancho dos Lençóis, surgiu a oportunidade de um upgrade para um quarto com banheiro privativo por R$ 60* por pessoa e resolvemos ter essa experiência. No fim, quase todos preferiram ter dormido no redário; eu, inclusive, ganhei uma contratura por deitar na cama.





Dormir na rede fica confortável depois que você descobre como se ajeitar. Porém, como se dorme de barriga para cima depois de um dia cansativo, é comum que uma sinfonia de roncos invada o redário a certa altura da noite. Nesse momento, os protetores auriculares são os melhores amigos.
Os banheiros são compartilhados com muitas pessoas, então não se tem muito tempo nem privacidade para usar. Uma dica é ter um álcool spray para higienizar o assento, caso necessário. Eu não levei e senti falta. O banho é à temperatura ambiente, com água do rio ou dos poços mesmo, e a água pode ter um cheiro de enxofre dependendo da localidade (dá pra ver um dos chuveiros nas fotos: ao ar livre e com vista pro rio!).
“Eu achei a hospedagem uma das partes mais legais da viagem: primeiro, porque é realmente um refúgio depois de muitos quilômetros de caminhada sob sol; segundo porque as refeições servidas são fartas e muito saborosas e sempre chegamos com muita fome; e terceiro, não menos importante, porque o contato com o pessoal que vive nas comunidades é muito especial”.
Jade Knorre – Redatora do Live More, Travel More
Quem vive nos Lençóis Maranhenses?
Segundo Mônica de Nazaré, professora do Departamento de Turismo e Hotelaria da Universidade Federal do Maranhão, são cerca de 63 localidades no parque, chamadas assim pois nem todas caracterizam comunidades em si. O turismo na região começou de forma espontânea, com alguns viajantes chegando para conhecer o parque e se hospedando em casas de família, como as da dona Terezinha e da dona Chagas. O movimento se intensificou durante e após a pandemia.
Por meio de projetos com a FAPEMA, Mônica trabalhou em sua área de expertise, o turismo de base comunitária, em cidades que fazem parte do parque nacional. Segundo a professora, é importante diferenciar o turismo na comunidade do turismo de base comunitária. Enquanto o primeiro pode se limitar à exploração turística do território, sem considerar sua sociobiodiversidade, o segundo segue princípios voltados à valorização da comunidade e do ambiente. Ela também alerta para a sobrecarga de trabalho dos moradores durante a alta temporada, que muitas vezes enfrentam jornadas exaustivas.

Foto: Jade Knorre
Durante a travessia, conversei com a dona Joana Brito, em Queimada dos Britos, e com o seu Manoel Araújo, do Rancho dos Lençóis, na Rancharia. Dona Joana nasceu fora do parque e veio pra Queimada dos Britos por amor, como ela mesmo diz, com Seu Raimundo, seu marido. O seu Manoel é nascido e criado no parque. Cada um contou um pouquinho da sua vida e dos desafios de morar no meio das “morrarias” — apelido das dunas para quem vive na região.
Dona Joana Brito – Queimada dos Britos
A dona Joana estava retirando os pratos do almoço e acabou engatando uma conversa com a nossa turminha de trilha. Começou a contar da vida, de como foi vir de Santo Amaro e a conversa foi indo indo até que a gente desistiu da soneca da tarde e no minuto seguinte já queria levar ela junto pra casa. Além de receber viajantes, dona Joana é agente comunitária, parteira e está sempre envolvida com alguma coisa — logo se percebe que disposição é o que não falta no auge dos seus 74 anos. Dona Joana recebe no máximo 30 pessoas por vez e com reserva antecipada. Segundo ela, não adianta receber muita gente e não conseguir atender bem ninguém. E, realmente, foi na casa dela que tivemos um redário exclusivo e um banho mais tranquilo.
Conversamos de tudo um pouco, sobre a vida na Queimada dos Britos e nas localidades próximas, a situação da saúde (médicos vêm uma vez por mês para a comunidade fazer atendimentos), sobre desafios de sustentabilidade e turismo também. A renda vinda das travessias é importante pras comunidades, porém demanda bastante trabalho, uso de água e produz uma quantidade considerável de lixo. Dona Joana comentou que eles levam as latas para reciclagem, e usam o plástico para fazer gelo e queimam o excedente. Essa é uma prática comum tanto nas localidades dentro do parque, quanto nos arredores.
Seu Manoel Araújo – Rancharia
Também conversei com o seu Manoel Araújo, nativo do Povoado de Rancharia. Sob um céu estrelado que só os Lençóis Maranhenses para proporcionar, seu Manoel contou que a família veio do Ceará e vive ali há muitas gerações.
“Grande parte dos moradores das comunidades dos Lençóis Maranhenses tem ascendência cearense. Se você for a São Luís, inclusive, não será difícil encontrar artesanato em renda de bilro, uma tradição do Ceará que se tornou tradição em São Luís também.”
Jade Knorre – Redatora do Live More, Travel More
O Rancho dos Lençóis começou a receber viajantes há pouco tempo, e esta será sua primeira alta temporada recebendo turistas da travessia. O turismo é uma importante fonte de renda, mas, na baixa temporada, a comunidade de Rancharia também vive do cultivo da terra e da criação de animais, comercializando ou trocando seus produtos entre os vizinhos. O lixo orgânico produzido na cozinha é aproveitado na alimentação dos animais, enquanto os recicláveis são cuidadosamente levados ao Ecoponto de Santo Amaro.
Em relação ao tratamento de efluentes, a realidade ainda é semelhante à de outras comunidades da região, com o uso de fossas comuns. Seu Manoel contou que a hospedagem está buscando instalar fossas biodigestoras, uma das adequações exigidas pelo ICMBio desde a última atualização das normas para receber turistas.
Sustentabilidade
- Ainda há muitos desafios em relação à gestão de resíduos e uso de recursos. Na travessia, me deparei com muitos dilemas, pois consumimos muita água engarrafada. Como os próprios moradores nos contaram, as garrafas plásticas acabavam servindo para fazer gelo na comunidade ou são queimadas. Uma pessoa que faz o trekking consome, no mínimo, 2 garrafas de 1,5l por dia. Num trekking de cinco dias, são pelo menos 10 garrafas de 1,5 litros. Isso é muita coisa.
“Como participante da travessia, uma das coisas que mais me preocupou foi o destino do lixo gerado ao longo do percurso. E vi que muitos viajantes tinham a mesma dúvida, mas não havia muito o que fazer. Mesmo que levássemos conosco, onde entregaríamos esse lixo e com a certeza de que chegaria à reciclagem?”
Jade Knorre – Redatora do Live More, Travel More
ICMBio e associações
Segundo o Cláudio Augusto Pereira, diretor do ICMBio Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, a preocupação com o lixo existe, e estão sendo estudadas formas de possibilitar o uso de garrafas retornáveis, usando galões de água com maior volume que possibilite encher garrafinhas, ou, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão, desenvolver sistemas de captação de água nas localidades. Para o diretor, já foi um avanço levar água de 1,5 litros e não apenas de 500 ml, e alguns restaurantes já substituíram garrafas de vidro não retornáveis por bebidas em lata, que podem ser levadas à cidade para serem vendidas e devidamente recicladas.
Cláudio também comentou que um dos grandes desafios do parque é a área costeira. O litoral que acompanha a extensão do ecossistema dos Lençóis Maranhenses faz parte da área de preservação, porém há muito lixo que chega do oceano, jogado pelos navios ou trazidos pelas correntes.
Afinal, como destinar meus resíduos recicláveis durante uma travessia pelos Lençóis Maranhenses?
Depois de conversar com o Cláudio e com representantes Associações de Catadores e Secretarias de Turismo das três principais cidades de acesso aos Lençóis Maranhenses, consegui reunir uma lista de Ecopontos e associações que recebem materiais recicláveis em Barreirinhas, Santo Amaro e Atins. Com isso, surgiu uma alternativa para dar a destinação correta aos recicláveis gerados durante a travessia: se houver espaço na mochila, leve consigo garrafas PET, embalagens e outros materiais recicláveis e descarte-os em um desses locais ao fim da viagem. É um pequeno esforço que pode fazer bastante diferença. Confira os endereços:
- Ecopontos em Barreirinhas: Existem quatro Ecopontos em Barreirinhas, porém, segundo conversamos com Adriano, presidente da Associação de Catadores de Barreirinhas, e com a Jozileia, vice-presidente, o lixo ainda vem misturado e não é possível fazer a reciclagem. Se possível, entregue diretamente seus recicláveis devidamente separados e higienizados na Associação de Catadores de Barreirinhas. A associação está aberta das 7h às 16h (seg/ter/qua/qui) e das 7h às 12h nas sextas, recebendo materiais como papelão, vidro, alumínio, plástico, ferro e cobre.
- Ecoponto em Santo Amaro: Santo Amaro do Maranhão tem um Ecoponto recentemente inaugurado, próximo ao pórtico de entrada da cidade, no estacionamento municipal. O Ecoponto recebe papelão, metal e plástico. Além disso, a prefeitura já faz a reciclagem de vidro, triturando o material e transformando-o em bloquetes ou paralelepípedos para uso em ruas. O local de descarte de vidro é também próximo ao pórtico da cidade.
- Projeto Vidrado (Solos + Heineken + Grupo Charme) em Atins: Projeto que incentiva a reciclagem de vidro em Atins. Os pontos de coleta estão em empreendimentos do Grupo Charme, destaque para o Atins Charme Beach Bar.
Um dos maiores desafios é a conscientização sobre a importância de separar o lixo. Mesmo tendo Ecopontos, muitas pessoas não sabem fazer a separação e o descarte correto.
Aproveito para dar destaque para o trabalho da Associação de Catadores de Barreirinhas, que é tão importante e que sustenta tantas famílias. A Jozi e o Adriano têm muito orgulho do que fazem e convidam a todos para uma visita ao barracão de reciclagem. Infelizmente não pude ir, mas pude ver por videochamada como funciona cada parte da associação. Quando estiver em Barreirinhas e região, visite e apoie esse projeto!
Preparativos para a viagem
O que levar para a travessia dos Lençóis Maranhenses
Na travessia, costuma-se recomendar que a mochila pese entre 4 e 5 kg, já contando os 1,5 litro de água para o início da caminhada. Há quem defenda um limite de até 10% do peso corporal. Eu não consegui pesar a minha, mas acredito que ela tenha ficado mais próxima desse segundo parâmetro. A dica é não subestimar o peso da mochila. Ela pode parecer leve no primeiro dia, mas, conforme o cansaço se acumula, cada quilo faz diferença. Mesmo consumindo os lanches ao longo do caminho, a sensação é de que a mochila segue com o mesmo peso!



Com isso em mente, veja o que vale a pena levar para a travessia dos Lençóis Maranhenses:
- Protetor solar natural para rosto e corpo;
- Repelente natural;
- Produtos de higiene biodegradáveis;
- Kit menstruação lixo-zero;
- Farmacinha com remédios que você costuma usar ou que possam ser úteis numa longa caminhada. Micropore ou esparadrapo é essencial, por exemplo, além de relaxante muscular. Vaselina é uma ótima prevenção a assaduras, especialmente para os homens;
- Garrafinha reutilizável pode ajudar a manter sua água gelada, mas pode ser um peso a mais também. É comum começar o dia com uma garrafa de 1,5 litros para a caminhada. Uma garrafa com filtro embutido seria a opção mais sustentável nesse caso;
- Kit de utensílios reutilizáveis com talheres, copo e canudo;
- Lanchinhos como barras de proteína, castanhas e frutas desidratadas (contei um para a manhã e um para a tarde, 10 no total);
- Tapa olhos e protetor auricular para dormir com tranquilidade;
- Saquinhos de tecido que você possa encher e fazer de travesseiro. Use um de cada lado da cabeça e você não vai acordar com o pescoço doendo;
- Roupa mais quentinha para não ter frio à noite;
- 1 shorts para descansar;
- 1 uma blusa leve para descansar;
- 1 vestido para facilitar na hora de sair do banho e para o descanso;
- 2 tops com secagem rápida;
- Roupas íntimas;
- 3 blusas com proteção UV, uma de manga curta e duas de manga longa;
- 2 bermudas com secagem rápida;
- 2 ou 3 roupas de banho;
- 1 toalha de secagem rápida;
- 1 canga;
- 1 pochete ou mochila pequena bem leve para te dar fácil acesso a celular, lanche e protetor solar durante a caminhada, e para servir como mochila de ataque na caminhada do final do dia;
- Dinheiro em notas, caso o sinal não colabore;
- Lanterna de cabeça;
- Carregador de celular e eletrônicos que você considera indispensáveis;
- Óculos de sol;
- 1 boné ou chapéu com cordinha para não voar;
- 1 par de chinelos para usar nos momentos de descanso;
- 2 pares de meias para as caminhadas, podendo ser de 1 de compressão de corrida e uma comum, ou as duas comuns. Com o atrito, a meia comum pode rasgar embaixo;
- 1 jaqueta impermeável leve, caso você vá no final da temporada de chuvas ou precise se aquecer à noite;
- Capa de chuva de mochila ou saco estanque;
- 1 mochila confortável, de preferência de hidratação, com barrigueira e ajuste peitoral para equilibrar o peso e variar o apoio das alças.

Um agradecimento especial
À essa turma querida que fez tudo ficar mais divertido! Parceiros de caminhada, piadas ruins e boas, nasceres e pores do sol. E modelos para algumas fotos também 🙂
Agência de turismo no Maranhão
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Seguro viagem
Um seguro viagem nacional pode ser útil para quem pretende fazer passeios de aventura ou visitar áreas mais remotas dos Lençóis Maranhenses.


A raposa ligeira alerta 🦊: Lembre-se de ler a apólice do seguro por completo para evitar surpresas. Cada indivíduo pode ter necessidades diferentes.
Dúvidas frequentes
travessia dos LENÇÓIS MARANHENSES
Caminhe devagar, desfrute de cada passo nas dunas, cada mergulho revigorante, o sabor da comida caseira. Converse com os moradores, respeite o parque e faça a sua parte para reduzir os impactos da viagem. No fim, o que fica na memória não são apenas as paisagens, mas também as pessoas que fazem dos Lençóis Maranhenses um lugar tão especial.
Se você já fez a travessia ou está planejando essa aventura, compartilhe sua experiência ou suas dúvidas nos comentários. Assim, ajudamos mais viajantes a conhecerem os Lençóis Maranhenses de forma consciente e respeitosa.

Disclaimer:
* Todos os valores informados neste artigo foram coletados em junho de 2026 e podem ter acréscimo de impostos e sofrer alterações a qualquer momento.
** As imagens são originais, tiradas por Jade Knorre.





